quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Descoberta

 Eu descobri enfim 

O que te afasta de mim.

Eu não posso arrumar 

Então assuma seu lugar. 

Parece que está tudo perdido 

Tão suavemente falido 


Cada vez mais meus olhos se abrem 

Se afasta de mim a miragem. 

A verdade sangra

Mas, é tão santa…


Me sinto condenada 

Afundada em lágrimas. 

Alma estraçalhada 

Por algumas palhaçadas 


Eu sei o seu conceito 

E nele não me deito 

Dói e aperta o peito.

Retomo a razão 

Para que não me domine a emoção 

Pobre coração 


O meu sonho não posso abandonar 

Assuma seu lugar

Sejas o meu lar 

Me faça triunfar 


Flor tão delicada prestes a rasgar 

Laço de fita a se desestruturar 

A cama não adianta mais arrumar. 


Rompa a madrugada

Me dá uma atordoada 

Me puna logo de uma vez 

E veja o que você fez 


Defeitos passados tão presentes 

Luzes entorpecentes. 

Se eu não posso esperar 

Pelo o que podes me dar, 

Devo então eu procurar…

Em um outro lugar


terça-feira, 19 de novembro de 2024

Pantera negra

Por quê eu fui nascer e crescer assim? 

Tão instável de mim 

A magia me domina 

Me capacita para a rima 

Sentimentos me capotam 

Não é um bom negócio 

Sou aquela bomba relógio 


Estou sempre prestes a explodir 

Melhor ficar aí

Tenho medo de mim 

Me respeitem e me aceitem 

Ou então já me deixem 


Ouçam o que eu digo,

Vocês não imaginam o perigo 

Se eu posso me machucar 

Imagine o que ela te fará 


Eu sinto tudo e não sinto nada 

Oh vida ingrata 

Mal amada 

Mal tratada 


Eu sei que eu assusto 

Não te julgo 

Só sinto muito


Comigo não se brinca 

Mas, eu sei que te fascina 

A minha visão distorcida 

A minha defensiva 


Pantera negra solitária 

Fria e humanitária 

Desolada e assustada 

Causa pavor e terror,

A mais tenra dor