sexta-feira, 25 de abril de 2025

Frio

Esfriou seu amor 

Acabou o sabor 

Num instante

Você tão distante 

Não é como antes 


Rompeu-se o laço 

Desembaraçado 

Segue desfiado 

Com aspecto de farrapo 


Sinto o gelado 

Calor quente do abraço 

Não faz parte do embaraço.

Nem me lembro como é ser amado 


Ah frio que invade meu espaço 

Me deixa desbaratinado 

Desanimado, 

com o acaso 

Oh frio gelado 

Com o qual estou acostumado 

Me deixa congelado 

Me envolve com seu vazio condenado 


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Vai valer a pena?

O sofrer é tão bonito 

Belo labirinto 

Algoz feroz 

Dono de uma imponente voz 

Me reconstrói quando me destrói 


Eu não sei o que será 

Medo é o que me dá

Como vai terminar? 


Eu quero a incerteza da certeza 

Essa é a minha natureza 

Relva oprimida 

Me leva uma vida 


Vai valer a pena? 

Uma espera tão terrena? 

Eu gostaria de saber o que devo fazer 

Com quem quero ser 


Me dê lugar 

Motivos pra lutar 

E apenas um para parar 

Um só vai me bastar 
















O nada

O nada é tanto quanto

inquietante, 

Desconcertante


Nada promissor

Nem um resquício de dor 

Quando se acostuma com o furor

Como viver no apaziguou?


O nada é solitário 

E expectante 

Tormento delirante 


Inspiração se esvai 

Como um um raio que não há mais 

Romper da madrugada 

Vem me dar um atordoada 

Alma já rasgada 

Suspiro de um “nada”