quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Prato frio

Você mal sabe a porta que abriu 

Vai vir o frio 

Virá o terror 

O seu pior pavor 


Eu sei semear e a rosa plantar

Meu espinho te ferirá 

Você vai  sangrar 

vai implorar 

E vou te massacrar 

Te fazer chorar 

Eu vou te condenar 

Te fazer pagar 


Você é sem noção, 

Se acha lisa como o sabão  

Só sabe lidar com o verão 

Já eu sei encarar a outra estação 


Eu não me importo com você

Mas o meu respeito eu vou ter 

Você é lixo entulhado 

Um mero papel rasgado 

Que vai ser incendiado 


As minhas emoções não vão me atrapalhar

Com prato frio eu vou vingar 

Chorar de tanto gargalhar 





Nunca me desrespeite

 Eu ameaço vocês 

Falando em claro português 

São como um freguês 

E comigo não tem vez 


Eu causo medo 

E acho bom causar 

Pois, vou na hora certa te desestruturar 

Te desalmar 

Você vai desabar 


Mexer comigo é assim 

Pesadelo noturno ruim 


Eu avisei, 

Não me desrespeite 

Apenas me deixe 


Na surdina eu vou atuar 

E puxar você do seu lugar 

Você vai se arregaçar 

Vai esfriar de tanto arrepiar 

Arrependimento você terá 

Nada sobrará 

Sua história comoverá 

E mal conseguirá a contar 


Sua menina atrapalhada 

Frangalha da baixada 

Incompetente criança 

Não aprendeu a dança 

Mas, se põe a tentar 

Mal sorte você terá 

Eu vou te derrubar 

E quando você menos esperar 

Perderá o seu lugar 


Quem mandou ser prepotente 

Ante meu papel tão presente 

Você não tem força contra mim

Não me admira o seu fim 


Não me desrespeite

E não me peite 

Só se lembre:

Comigo não se deve brincar 

Eu sei dissimular 

Precisei aprender 

Para me virar 


Reze para que minha ira passe

E não recaia sobre você 

Senão irá sofrer 

Desejará até morrer 


Riram de mim

 Riram de mim, 

Mal sabem eles que eu sei assim: 

Quem ri por último ri melhor 

E eu vou rir sem dó 


A inveja corrói 

Pena eu tenho deles, 

Pois ela os destrói 


Não sabem de onde eu vim 

Do fundo do poço sem fim 

Não estão preparados 

Para o meu reerguer restaurado 


Riram de mim 

E eu só desejo 

Que aproveitam o ensejo 

Que saboreiem o sossego 

Porque o que está por vir…

É dor para eles sem fim

É assim com aquele que ri de mim 


Não sabem o que eu enfrentei 

O quanto afundei

O quanto me encorajei 

O vento que balança não me derruba 

Só prepara a sua tumba 


Continuem a rir de mim 

Se achem o alecrim 

Pois eu desejo ver 

O tombo alto que vão ter 


Eu aprendi a esperar 

Não me fere mergulhar 

Pois, eu sei que vou voltar 

E cada vez mais forte retornar 

Cada vez que eu cair quando rirem de mim 

É uma vez que você cavam o seu próprio fim