O medo
Se fez meu endereço
Mas, eu permiti
Que ele estive ali
Ocupou espaço,
Não foi nada saudável.
Como a vida é terrena
Se mostra grande e pequena
Eu vivia apavorada
Por aquele sentimento maltratada
Censura sem fim,
Tomava conta de mim
A condenação,
Que outrora causou admiração
Se tornou subordinação
Sempre inadequada
A mal fadada
Merecia não ser amada
Mas, ela não foi vítima
Foi ela quem abriu a ferida
Permitiu o corte.
E sozinha se encarregou de ser forte
O pavor ainda está
Vivo na lembrança de não estar
Ele se transformou
Mas, será mesmo que mudou?
De você eu tive medo
Hoje ele mudou de endereço
Vive em mim
Consequência do tão esperado fim
Aceito e assumo
Me livrar dele presumo.
Porém, não será fácil
Tamanho o estardalhaço
A fuga por enquanto me serve
Até que derreta a neve…