domingo, 12 de outubro de 2025

Amor próprio

Menos do que mereço 

Hoje eu não aceito 

Mudei o meu conceito 


Hoje sei cuidar de mim 

Não foi sempre assim. 

Tive que errar 

Para aprender a me bastar 


Me encontro no meu posto 

Dentro do meu conforto 


O que em mim nasceu 

De tudo valeu 

A vida não me corrompeu 

Só agradeço pelo o que me deu 


O que foi teve de ir 

Eu assistir partir 

E cheguei a aplaudir 

Que orgulhosa estou de mim. 




Traços

Você não era mais apaixonado

Isso ficou bem claro 

Verdade tão transparente 

Que chega a ser indescente 


O que de nós ficou 

Aos poucos você matou.

Tentou me convencer 

Que a culpada era eu

Só que no meio desse breu 

A luz resplandeu 


Você tão dono da razão 

Me fez acreditar 

Que eu não merecia aquele lugar 

Que melhor eu não podia esperar 


Eu até acreditei 

Que em tudo eu falhei 

Até me convenci 

Que era o pior de mim 


Mas, você não esperava 

Que a minha visão foi ampliada 

Que a minha consciência fosse acordada, 

Com essa você não contava 


Por muito tempo eu dormi…

Sono profundo que teve fim. 





Dentro de um fim

Você passou como chuva no verão 

Como tempestade após furacão 

Perdeu sua função 


Foi me perdendo em você 

Que me encontrei 

Enfim, me achei 


O aprendizado me convenceu 

Que o amor entre nós morreu.

O destino cumpriu seu papel 

E me arrancou das mãos o véu 

Eu deixei partir

Para não perder o que encontrei em mim 


Certo eu escolhi 

Mesmo me doendo o fim. 

A certeza me conforta 

Não me deixa sola 


Para você eu fui errada 

Imprudente desalmada. 

Só eu sei o que custou 

O tamanho da minha dor 


A desilusão queima o coração 

Já o sonho traz alívio, 

Bálsamo querido, 

Esse não é finito 


Obrigada eu preciso te dizer 

Por constituir o meu ser.

Sou parte de você 

Como és de mim 

Mesmo que dentro de um fim 







Eu perdoo você

Eu perdoo você 

Até mesmo porque 

O que você tem 

Eu vou ter 

Mas, o que eu tenho 

Você nunca irá ter 

Você me fez sofrer 

Mas, a vida ingrata foi com você 


Vai demorar, vai doer 

Mas, eu vou me desenvolver 

Eu terei a chance de ser

Mas, o que você perdeu 

Jamais irá florescer 


Isso eu não entendia 

E por isso tanto me doía 

Eu te amava, 

Mas, te odiava

Te venerava 

Mas, me derramava 


Pobres garotas destroçadas,

Por motivos diferentes sofriam,

Queriam ter o que não possuíam.



domingo, 17 de agosto de 2025

Doce suspiro

Não sei como vai acontecer 

Fé preciso ter 

Tento me acalmar 

Na tempestade que está a me espreitar 


O que eu quero, 

Eu esmero

Eu espero 


Parece tão impossível conseguir 

O tempo vai tirando de mim 

Eu fiz tudo o que podia

Só de mim não dependia 

Minha mão sua fria

Solitária e vazia 


Como vai ser?

Como o tempo não vai me interromper? 

Vem amanhecer 

Preencher o meu ser 

Dar-me o que falta 

Já caminhei uma longa estrada 

Estou ficando demasiada cansada 


O meu sonho tão ardente 

Foge de mim lentamente 

Eu corro atrás 

E parece que lá ele se vai 

Vem e me trás paz 


Já possui o que parecia impossível 

Esse é o meu último incentivo 

Se a esperança é a última que morre 

É um Doce suspiro sempre tão nobre 









Abismo

Estou na beira do abismo 

E aqui é tudo tão bonito 

Aquilo que você não me deu 

Me correu 

Um sonho dentro de mim 

Esvaneceu 


Por quê você não pôde? 

Não me trouxe? 

Não me deu? 

O que jurou que era meu. 

Um sonho dentro de mim 

Esmoreceu


Você plantou 

Mas, não colheu 

Lapidou e rompeu

Um sonho dentro de mim 

Morreu 


Mexeu comigo, 

O possível abrigo. 

Pensei que era o fim do limbo 

Mas, era só o começo 

Desse doce infinito 


Como dói não ter você 

Não ter nada a perder 

Continuo a esperar 

As voltas que a vida dá 










segunda-feira, 28 de julho de 2025

Tão distante da gente

 Eu me sinto diferente, 

Tão distante da gente.

Tão próxima de mim 

Após o nosso fim


Achei que ia enlouquecer

Sangrar até morrer, 

Mas não foi assim que aconteceu 

Doer, até doeu

Mas, recuperei o que era meu 


A venda que cegava 

Caiu e foi arremessada,

Não pode ser recuperada 


O reencontro comigo 

Foi o mais bonito 

De novo estou me conhecendo 

Não apenas sobrevivendo 


O mar de dor que lá estava

Está mais para trás do que pensava.




segunda-feira, 14 de julho de 2025

A mamãe está aqui

 Filho, é a mamãe 

Não sei como vai ser,

Mas, eu vou te ver 

Mal posso esperar,

Para com você estar 


O mundo é duro 

Um lugar tão inseguro. 

Porém, juntos vamos enfrentar 

vou te dar um lar 


Te amar incondicionalmente 

É o meu anseio tão ardente 

Quando eu te segurar 

Não vou querer mais te largar.

Porém, você vai crescer

E eu vou envelhecer.

Só para até amar você 

 Até depois que eu morrer 


Serei leoa e provedora

Doa o que doa 

A mamãe pronta está 

Mas, temos que esperar 

Para nos encontrar 


Eu estou aqui,

você está aí. 

Mas, juntos logo vamos estar 

Não vejo a hora de te ninar 

Para você eu vou cantar 

Muitos passeios vamos dar 


Mas, vou te dizer

Firme vou precisar ser. 

Meu papel é te educar 

O melhor exemplo vou te dar.

A mamãe não é perfeita 

Mas, a gente se ajeita 


Filho, até breve 

Logo logo você me será entregue








Cadê você?

 Cadê você aqui? 

 A quem tive que deixar partir 

Até me admirei de isso conseguir 


Você não voltou 

Provando que para você não sou. 

É difícil recomeçar, 

Estar nesse lugar. 

Deixar você partir,

Foi o que mais doeu em mim.


Fim tão condizente 

Com um começo incoerente 

Só sei que entre a gente 

Não há nenhum inocente 


Deves me achar ingrata 

Mas, a dor do mal amor 

Comigo acabou 

A tristeza se espalhou 

Por completo me tomou 


Não pude suportar

Se ponha no meu lugar 

Eu só queria me casar 

E uma criança em meus braços segurar 

Mas, não tinhas…

tanto amor assim para me dar


quarta-feira, 9 de julho de 2025

Ainda lembro você

 Eu ainda lembro você 

E embora, continue infeliz 

Não me arrependo do nosso fim

Não preciso mais do peso,

Do seu desprezo

Pois, ser feliz é o que mereço 

Mesmo que tenha que pagar o preço 


Queria tanto que tivesse sido 

Que você não tivesse ido.

Nem me buscar você buscou 

Provou que acabou o amor 


Sinto a sua falta, 

Já sentida há tanto tempo

Que nem mais me lembro


Foi com você que eu quis 

Ser um pouco mais feliz 

Porém havia tanta cicatriz 

Que já criou raiz 


Recordo o tempo em que me amava 

Quando eu era adorada 

Antes de ser abandonada 


A minha decisão 

Partiu meu coração. 

Só não pude suportar, 

Lidar com o seu olhar. 

Foi a coisa mais difícil que eu fiz…

Essa que fiz por mim 




segunda-feira, 7 de julho de 2025

Fui embora e estou mais perto

 Apenas fui embora de alguém, 

Que de mim,

 já tinha ido há muito tempo. 

Foi sofrido 

Dolorido até demais 

Como pode arder tanto assim um jamais?


Não até logo 

É adeus. 

O que passou não volta mais 

Eu e você aqui jaz 


Eu ainda amo

No amor mais sobre-humano 

Só que eu aprendi,

Com tudo que já vivi, 

A só ficar quando amada 

Quero ser desejada 

Meu desejo já não basta 


Deus sabe como está doendo 

Um dia de cada vez 

Sei que vou sobrevivendo.

Até que possa encontrar 

Aquilo que você não pôde me dar 

É difícil aceitar 

Dá vontade de ficar   

Mas tem não solução,

Na desilusão.

Nem menciono a solidão 

Pois, ela já se tornou o meu verão 


O tempo é preciso 

E não posso desperdiçar 

Com alguém que comigo não está.

Você foi antes de mim 

… E como doeu esse fim 


Coração arrancado do peito 

Será que eu mereço? 

Mas, mesmo na dor sem fim

Estou orgulhosa de mim 

Eu consegui um basta dar 

Pensar no meu bem estar 

Não digo no imediato, 

Aquele a longo prazo 


Filho, agora estou mais perto do você 

De ter ver 

Te conhecer 

De mim você nascer. 

Esse sonho não morreu

Só percebi que ele era só meu. 

Filho, por você eu faço tudo, 

Você já é o meu mundo 



 


terça-feira, 10 de junho de 2025

A mal amada

Titulo que me pertence, 

Infelizmente 

Estou um tanto dormente, 

Já descrente 


Fim mal fadado 

Desejo inesperado 

Amargo desamparo 


A mal vista 

Nunca bem quista 

A vida esperada 

Encontra-se bagunçada 

Fim da jornada 


A não aceita 

O fim da colheita 

Nada semeia 


O sonho de outrora

Indo embora 


Sol de inverno 

Chuva de verão 

Total contradição 


Sem amor 

Sem calor. 

Sem um beijo

Sem desejo.


Desprezada 

A tal mal amada 

Segue meretriz 

Do vindouro fim 






sexta-feira, 23 de maio de 2025

Pedaço

Um pedaço de mim 

Não encontro aqui

Pois, na verdade

não to afim 


Um vazio preenche

De empobrecer a gente 


Um espaço sideral,

Visceral.

É tão ruim,

Dentro de mim


Aconchego que não me achego 

Não me acho

Nem me encaixo

Eu desfaço 

E refaço.

Eu me perco 

E devaneio 


Tudo em vão 

Escuridão,

Solidão,

…Verso então 


Tão distante 

Repousante 

Sequestrante 

Triunfante 


Sem brilho 

Sem cor 

Nenhum vigor 


Sobrevida 

Tão bonita 

Tão em paz,

nada se faz 


Eu não sei 

Quem pudera saber

Ah como eu quisera 

Já não sou o que eu era de um ser

Não posso ser o querer.

O sofrer,

virou o doce viver 

E Adoecer,

pra não morrer 


A dor salva do rancor 

Do amargor 

É um doce, 

Desabor 


Um pranto,

Um oceano 

Límpido e escuro 

Se faz seguro 


Descompasso, 

Encontro o fardo 

Meio sem fim 

Algo tão ruim 


Se rompe e se aperta 

Quem me dera 

Que eu não quisera 


Acho-me perdido, 

Em conflito.

Honestamente 

Isso pega a gente 


Tão profundo,

Aquele segundo 

Imortal 

Jaz todo mal 


Devaneio 

O conselho.

Herança Condizente

Que Aprisiona a gente 


O pouco é muito 

E o raso profundo 

Valor mal dado 

Pouco espaço 


Mal me viro

De dor suspiro 


Enxurrada 

Mal acabada 

Dor ferida ,

Escondida. 

Então se faz Revelada, 

A mal amada 

Se faz amarga 


Doce manhã 

É tão vã 

Vã e sábia 

Mal acabada 

Já tá pintada 

E Se faz gelada 


Muito a sentir 

Enorme o ferir. 

Castelo belo que não habito. 

Se faz restrito 

Do meu sentido 


Não posso parar 

Sem continuar 

Não posso deixar 

Sem me afastar 


Não acaba

É enxurrada.

Dor de amor 

Provoca ardor 


Se faz inteira 

Para arrancar,

Aquele pedaço que em falta está.




sexta-feira, 25 de abril de 2025

Frio

Esfriou seu amor 

Acabou o sabor 

Num instante

Você tão distante 

Não é como antes 


Rompeu-se o laço 

Desembaraçado 

Segue desfiado 

Com aspecto de farrapo 


Sinto o gelado 

Calor quente do abraço 

Não faz parte do embaraço.

Nem me lembro como é ser amado 


Ah frio que invade meu espaço 

Me deixa desbaratinado 

Desanimado, 

com o acaso 

Oh frio gelado 

Com o qual estou acostumado 

Me deixa congelado 

Me envolve com seu vazio condenado 


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Vai valer a pena?

O sofrer é tão bonito 

Belo labirinto 

Algoz feroz 

Dono de uma imponente voz 

Me reconstrói quando me destrói 


Eu não sei o que será 

Medo é o que me dá

Como vai terminar? 


Eu quero a incerteza da certeza 

Essa é a minha natureza 

Relva oprimida 

Me leva uma vida 


Vai valer a pena? 

Uma espera tão terrena? 

Eu gostaria de saber o que devo fazer 

Com quem quero ser 


Me dê lugar 

Motivos pra lutar 

E apenas um para parar 

Um só vai me bastar 
















O nada

O nada é tanto quanto

inquietante, 

Desconcertante


Nada promissor

Nem um resquício de dor 

Quando se acostuma com o furor

Como viver no apaziguou?


O nada é solitário 

E expectante 

Tormento delirante 


Inspiração se esvai 

Como um um raio que não há mais 

Romper da madrugada 

Vem me dar um atordoada 

Alma já rasgada 

Suspiro de um “nada”






quarta-feira, 26 de março de 2025

Limbo

É o lugar onde se é e não é 

É estar e não estar 

E eu estou nesse lugar 


A rejeição invoca a paixão 

O não ter 

Invoca o querer 

Já o saber 

alimenta o sofrer 


Eu evitei

Eu tentei 

Eu falhei. 

Ah como eu andei

Apenas me cansei 

Só eu sei…


Lugar escuro 

Tão inseguro 

Lugar quieto 

Mas, tão inquieto 


Quero retornar 

Para o meu lugar 

Estou tão longe do meu lar 


Não tem o que fazer 

A não ser sofrer 

Querer…

Esmurecer 


Difícil aceitar 

estar nesse obscuro lugar 

Refúgio, perjúrio 

Me cubro 


Difícil encarar 

A realidade que aqui está 

Eu tentei evitar 

Não teve jeito 

Ela veio se revelar 

Me levando para esse lugar 









terça-feira, 25 de março de 2025

Você nunca irá

 Ah querido, 

Estou perdendo a esperança dessa nossa dança 

Você nunca enxergará a mim

Já decretou nosso fim

Até no meu gracejo, 

Eu vejo medo. 


Pra você não sou quem hoje sou

Sou um campo de dor 

A visão tá contaminada 

Gravemente estraçalhada 


E o meu sonho de casar? 

De ter contigo um lar? 

Do meu legado deixar? 


Ah, querido 

Estou perdendo a esperança nessa nossa dança 

Você nunca irá…

Subir comigo ao altar. 


Queria

 Eu queria ter aquilo que se tem 

Que convém 

Eu merecia 

Muito agradeceria 


Porém, como se diz...

É na ânsia se de ter

 que se encontra o prazer 

E junto dele o sofrer 


Eu venero,

Contemplo 

Oro e choro,

Quase que imploro

 Me apavoro 


O que para o mundo é simples 

Pra mim é um fiasco 

Me vejo em pedaços 

Com o sangue pisado 


Fruto do meu querer 

Razão do meu viver 

E do meu apodrecer 


Doce ilusão 

Que encanta o coração 

Procura- me em canção 

Faz de mim um jargão 

Disparo meu ferrão 

Sem nenhuma razão 

Sem fazer mais questão 






Moinho

Estou sendo triturada,

Dilacerada 

Por quê eu te encontrei? 

Mas, em moinho sempre morei 


O mesmo que gera energia 

É aquele que deforma…

E dá forma 


Ô moinho rei

Que dilacera sem lei 

Romper-me-ei 

Nunca me recuperarei 


Gira, Gira

E no sol brilha 

Me fascina.

Gira, Gira 

E me mói 

Então me distrói 


Tão gracioso e viçoso 

Envolvente e iminente 

Pedaço de mim ardente

Ainda se faz de inocente

Em meio a tanto inconveniente 







sexta-feira, 21 de março de 2025

Felino abandonado

Tentei mesmo que não reconheças 

Isso teria feito a diferença 

Atirar a pedra é fácil 

Difícil mesmo é suportar o insuportável 

Negar o inegável 

Negociar o inegociável 


Fundo do poço eu te conheço 

Mas, não mais te mereço 

Sim, eu reconheço 


Você não validou 

Aquela minha dor 

Através de mim passou 

Me atravessou…

Atropelou

Deixou o vazio da dor 

Vem e tira esse terror.

Eu já sou vapor 

Que de estado mudou

Alcalino tão instável 

Felino abandonado 









O pior que eu fiz

 O pior que fiz 

Foi não cuidar bem de mim 

Ferida que corrói 

Traço que destrói 


Me marcou por toda a vida 

Deixou uma intriga 

Um nó preso na garganta 

Que desencanta 


O pior que eu fiz

Foi fazer pouco de mim

Agora fazer outro cenário 

Dá um baita trabalho 


Me marcou por toda a vida 

Impede o frio na barriga 

Sou solo nessa dança 

Desejando uma mudança 

Enfim, peso tudo na balança 


É dolorido, mas eu sei 

Devo fazer de mim um rei 

Não significa que seja fácil 

E tampouco agradável 

Juntar os meus pedaços 

Sair do esculacho 

Me dar um novo abraço 


Você me impede 

Me compele e impele 

Por mim você pede, 

Só não sabe aceitar

O passo que deves dar 

Eu vou me mudar 

Não mais me atrapalhar 

Sem me bagunçar 

Só quero voltar a dançar

Sair desse lugar 

Continuar a avançar 

Mesmo que você... não vá estar por lá 


quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Prato frio

Você mal sabe a porta que abriu 

Vai vir o frio 

Virá o terror 

O seu pior pavor 


Eu sei semear e a rosa plantar

Meu espinho te ferirá 

Você vai  sangrar 

vai implorar 

E vou te massacrar 

Te fazer chorar 

Eu vou te condenar 

Te fazer pagar 


Você é sem noção, 

Se acha lisa como o sabão  

Só sabe lidar com o verão 

Já eu sei encarar a outra estação 


Eu não me importo com você

Mas o meu respeito eu vou ter 

Você é lixo entulhado 

Um mero papel rasgado 

Que vai ser incendiado 


As minhas emoções não vão me atrapalhar

Com prato frio eu vou vingar 

Chorar de tanto gargalhar 





Nunca me desrespeite

 Eu ameaço vocês 

Falando em claro português 

São como um freguês 

E comigo não tem vez 


Eu causo medo 

E acho bom causar 

Pois, vou na hora certa te desestruturar 

Te desalmar 

Você vai desabar 


Mexer comigo é assim 

Pesadelo noturno ruim 


Eu avisei, 

Não me desrespeite 

Apenas me deixe 


Na surdina eu vou atuar 

E puxar você do seu lugar 

Você vai se arregaçar 

Vai esfriar de tanto arrepiar 

Arrependimento você terá 

Nada sobrará 

Sua história comoverá 

E mal conseguirá a contar 


Sua menina atrapalhada 

Frangalha da baixada 

Incompetente criança 

Não aprendeu a dança 

Mas, se põe a tentar 

Mal sorte você terá 

Eu vou te derrubar 

E quando você menos esperar 

Perderá o seu lugar 


Quem mandou ser prepotente 

Ante meu papel tão presente 

Você não tem força contra mim

Não me admira o seu fim 


Não me desrespeite

E não me peite 

Só se lembre:

Comigo não se deve brincar 

Eu sei dissimular 

Precisei aprender 

Para me virar 


Reze para que minha ira passe

E não recaia sobre você 

Senão irá sofrer 

Desejará até morrer 


Riram de mim

 Riram de mim, 

Mal sabem eles que eu sei assim: 

Quem ri por último ri melhor 

E eu vou rir sem dó 


A inveja corrói 

Pena eu tenho deles, 

Pois ela os destrói 


Não sabem de onde eu vim 

Do fundo do poço sem fim 

Não estão preparados 

Para o meu reerguer restaurado 


Riram de mim 

E eu só desejo 

Que aproveitam o ensejo 

Que saboreiem o sossego 

Porque o que está por vir…

É dor para eles sem fim

É assim com aquele que ri de mim 


Não sabem o que eu enfrentei 

O quanto afundei

O quanto me encorajei 

O vento que balança não me derruba 

Só prepara a sua tumba 


Continuem a rir de mim 

Se achem o alecrim 

Pois eu desejo ver 

O tombo alto que vão ter 


Eu aprendi a esperar 

Não me fere mergulhar 

Pois, eu sei que vou voltar 

E cada vez mais forte retornar 

Cada vez que eu cair quando rirem de mim 

É uma vez que você cavam o seu próprio fim