Chego em casa apressada. Como algo rápido. Arrumo o cabelo, tomo um banho e ajeito a maquiagem. Passo o creme e perfume mais caros. Coloco lingerie vermelha. Saio para comprar cigarros.
Retorno para casa e alguns minutos se passam, fumo um cigarro. Belisco mais alguma coisa. Cansada, deito-me na cama. Pego o celular e me distraio.
Os minutos não deixam de passar, belisco mais alguma coisa. O primeiro passo para encarar a realidade é tirar a lente de contato. Deito-me na cama novamente. Lamento por não ter colocado uma lingerie mais confortável. Pego o celular de novo e a distração não vem.
Os minutos transformam-se em horas. Penso em assistir um filme ou fumar mais um cigarro. Agradeço-me por ter saído para comprá-los, infelizmente não tinha aquela marca que eu tanto gosto, mas este já me serve. Fico indecisa entre fumar ou ver um filme, estou deitada confortavelmente na cama, faz um tempo gostoso hoje, mas acho que não me concentraria o suficiente para assistir algo. Já sei! Vou rever algum episódio da minha série favorita... Nesse momento vejo uma mentira escancarada, definitivamente preciso de um cigarro agora e a série depois para fugir da realidade.
Você não vale o perfume, o creme, a maquiagem. Mas, sabe o que mais me indigna? Por incrível que pareça não é a sua atitude porque de você nunca esperei e nunca quis grande coisa. O que mais me indigna é achar que eu acreditaria nessa desculpa chula. Céus isso é um insulto à minha inteligência! E isso eu não aceito. É simplesmente inaceitável!