Talvez o meu vacilo,
O meu declínio,
A minha fragilidade
Seja o que me confira coragem
Penso então,
Que a resiliência que eu encontro
Está na vulnerabilidade
Que condeno
Pantera sem cor
Sem dor
Sem pudor
Sem amor
Livre para ser o que é.
Fera indomável
E por isso maleável
Animal ferido,
Mas, como é bonito
Como é solitário
Mas, sente-se bem no orvalho
Aconchego da liberdade
Não me permite sentir saudade
Diminui a vontade.
Me dá paz e sossego
Um refresco
Me confere enfim,
Gracejo.
Como eu desejo
Tê-lo.
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