quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Pantera sem cor

Talvez o meu vacilo,

O meu declínio,

A minha fragilidade 

Seja o que me confira coragem 

Penso então, 

Que a resiliência que eu encontro 

Está na vulnerabilidade 

Que condeno


Pantera sem cor 

Sem dor 

Sem pudor

Sem amor


Livre para ser o que é.

Fera indomável 

E por isso maleável 


Animal ferido, 

Mas, como é bonito 

Como é solitário 

Mas, sente-se bem no orvalho 


Aconchego da liberdade 

Não me permite sentir saudade 

Diminui a vontade.

Me dá paz e sossego 

Um refresco

Me confere enfim, 

Gracejo. 

Como eu desejo 

Tê-lo. 






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