quinta-feira, 24 de abril de 2025

O nada

O nada é tanto quanto

inquietante, 

Desconcertante


Nada promissor

Nem um resquício de dor 

Quando se acostuma com o furor

Como viver no apaziguou?


O nada é solitário 

E expectante 

Tormento delirante 


Inspiração se esvai 

Como um um raio que não há mais 

Romper da madrugada 

Vem me dar um atordoada 

Alma já rasgada 

Suspiro de um “nada”






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