Um pedaço de mim
Não encontro aqui
Pois, na verdade
não to afim
Um vazio preenche
De empobrecer a gente
Um espaço sideral,
Visceral.
É tão ruim,
Dentro de mim
Aconchego que não me achego
Não me acho
Nem me encaixo
Eu desfaço
E refaço.
Eu me perco
E devaneio
Tudo em vão
Escuridão,
Solidão,
…Verso então
Tão distante
Repousante
Sequestrante
Triunfante
Sem brilho
Sem cor
Nenhum vigor
Sobrevida
Tão bonita
Tão em paz,
nada se faz
Eu não sei
Quem pudera saber
Ah como eu quisera
Já não sou o que eu era de um ser
Não posso ser o querer.
O sofrer,
virou o doce viver
E Adoecer,
pra não morrer
A dor salva do rancor
Do amargor
É um doce,
Desabor
Um pranto,
Um oceano
Límpido e escuro
Se faz seguro
Descompasso,
Encontro o fardo
Meio sem fim
Algo tão ruim
Se rompe e se aperta
Quem me dera
Que eu não quisera
Acho-me perdido,
Em conflito.
Honestamente
Isso pega a gente
Tão profundo,
Aquele segundo
Imortal
Jaz todo mal
Devaneio
O conselho.
Herança Condizente
Que Aprisiona a gente
O pouco é muito
E o raso profundo
Valor mal dado
Pouco espaço
Mal me viro
De dor suspiro
Enxurrada
Mal acabada
Dor ferida ,
Escondida.
Então se faz Revelada,
A mal amada
Se faz amarga
Doce manhã
É tão vã
Vã e sábia
Mal acabada
Já tá pintada
E Se faz gelada
Muito a sentir
Enorme o ferir.
Castelo belo que não habito.
Se faz restrito
Do meu sentido
Não posso parar
Sem continuar
Não posso deixar
Sem me afastar
Não acaba
É enxurrada.
Dor de amor
Provoca ardor
Se faz inteira
Para arrancar,
Aquele pedaço que em falta está.
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