sexta-feira, 23 de maio de 2025

Pedaço

Um pedaço de mim 

Não encontro aqui

Pois, na verdade

não to afim 


Um vazio preenche

De empobrecer a gente 


Um espaço sideral,

Visceral.

É tão ruim,

Dentro de mim


Aconchego que não me achego 

Não me acho

Nem me encaixo

Eu desfaço 

E refaço.

Eu me perco 

E devaneio 


Tudo em vão 

Escuridão,

Solidão,

…Verso então 


Tão distante 

Repousante 

Sequestrante 

Triunfante 


Sem brilho 

Sem cor 

Nenhum vigor 


Sobrevida 

Tão bonita 

Tão em paz,

nada se faz 


Eu não sei 

Quem pudera saber

Ah como eu quisera 

Já não sou o que eu era de um ser

Não posso ser o querer.

O sofrer,

virou o doce viver 

E Adoecer,

pra não morrer 


A dor salva do rancor 

Do amargor 

É um doce, 

Desabor 


Um pranto,

Um oceano 

Límpido e escuro 

Se faz seguro 


Descompasso, 

Encontro o fardo 

Meio sem fim 

Algo tão ruim 


Se rompe e se aperta 

Quem me dera 

Que eu não quisera 


Acho-me perdido, 

Em conflito.

Honestamente 

Isso pega a gente 


Tão profundo,

Aquele segundo 

Imortal 

Jaz todo mal 


Devaneio 

O conselho.

Herança Condizente

Que Aprisiona a gente 


O pouco é muito 

E o raso profundo 

Valor mal dado 

Pouco espaço 


Mal me viro

De dor suspiro 


Enxurrada 

Mal acabada 

Dor ferida ,

Escondida. 

Então se faz Revelada, 

A mal amada 

Se faz amarga 


Doce manhã 

É tão vã 

Vã e sábia 

Mal acabada 

Já tá pintada 

E Se faz gelada 


Muito a sentir 

Enorme o ferir. 

Castelo belo que não habito. 

Se faz restrito 

Do meu sentido 


Não posso parar 

Sem continuar 

Não posso deixar 

Sem me afastar 


Não acaba

É enxurrada.

Dor de amor 

Provoca ardor 


Se faz inteira 

Para arrancar,

Aquele pedaço que em falta está.




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