30, um número pequeno que tem me atormentado no último
ano...” Ah mas você não é a única pessoa do mundo a fazer 30 anos, grande coisa,
blá, blá...” Não sou a única, mas o meu jeito de sentir essa passagem é
subjetivo e particular. Com uma dose de objetividade, claro, pois existe uma
cobrança intrínseca aos 30, quando se pensa em uma pessoa na casa dos 30, se
imagina alguém casado e com filhos ou
caminhando para isso (pelo menos) e em alguém que tenha alçando a tão almejada independência
financeira. Mas, meu amigo quando isso não acontece aí que está o “problema",
a gente se autoflagela por não ter aquele sonhado carro, a sonhada casa, a
sonhada família...por não ter nem ao menos feito aquela sonhada viagem...e por
não conseguir nem fazer aquela sonhada festa dos 30...
É como se os 30 tivessem chegado para me lembrar de tudo
aquilo que eu não realizei antes da sua vinda. Mas, me lembra também que eu
tenho muitos sonhos ainda e devo batalhar mais ainda para realizá-los, me
lembra que a vida é muito mais que um marcador de tempo , me lembra do tempo de
Deus e da resignação necessária para suportar a espera, me lembra, enfim de
tudo que eu ainda vou realizar!
Uma coisa sua chegada fez, me libertou da corrente invisível que me pressionava a fazer tudo até certo momento da minha vida, agora eu posso
seguir livre sem um cronômetro de realizações e com algumas doses de maturidade
a mais.
Ah, já ia me esquecendo, ele me lembrou, acima de
tudo, que o mais importante é o caminho e não o fim, é na busca que reside a vida. Se então é assim, estou
cheia de vida, pois meu caminho apenas começou e não me importa quando irá
acabar, eu quero atravessá-lo sem atalhos e vivê-lo sem medidas!
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