quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Trinta


   30, um número pequeno que tem me atormentado no último ano...” Ah mas você não é a única pessoa do mundo a fazer 30 anos, grande coisa, blá, blá...” Não sou a única, mas o meu jeito de sentir essa passagem é subjetivo e particular. Com uma dose de objetividade, claro, pois existe uma cobrança intrínseca aos 30, quando se pensa em uma pessoa na casa dos 30, se imagina alguém casado e com filhos  ou caminhando para isso (pelo menos) e em alguém que tenha alçando a tão almejada independência financeira. Mas, meu amigo quando isso não acontece aí que está o “problema", a gente se autoflagela por não ter aquele sonhado carro, a sonhada casa, a sonhada família...por não ter nem ao menos feito aquela sonhada viagem...e por não conseguir nem fazer aquela sonhada festa dos 30...
   É como se os 30 tivessem chegado para me lembrar de tudo aquilo que eu não realizei antes da sua vinda. Mas, me lembra também que eu tenho muitos sonhos ainda e devo batalhar mais ainda para realizá-los, me lembra que a vida é muito mais que um marcador de tempo , me lembra do tempo de Deus e da resignação necessária para suportar a espera, me lembra, enfim de tudo que eu ainda vou realizar!
   Uma coisa sua chegada fez, me libertou da corrente invisível que me pressionava a fazer tudo até certo momento da minha vida, agora eu posso seguir livre sem um cronômetro de realizações e com algumas doses de maturidade a mais.
Ah, já ia me esquecendo, ele me lembrou, acima de tudo, que o mais importante é o caminho e não  o fim, é na busca  que reside a vida. Se então é assim, estou cheia de vida, pois meu caminho apenas começou e não me importa quando irá acabar, eu quero atravessá-lo sem atalhos e vivê-lo sem medidas!

Nenhum comentário:

Postar um comentário