Os meus piores momentos eu passo sozinha. Eu sinto o frio gélido da individuação. Eu olho sem olhar. Os pensamentos vagueiam, o corpo trava, perde força, perde equilíbrio.
Eu tive que aprender a dar conta de mim, a me abraçar, a me fazer cafuné. Eu não tenho quem faça isso por mim. Hoje tenho compaixão de mim, mas não foi sempre assim.
Embora eu me acarinhe, gostaria de ter quem me amparasse, é simplesmente tão difícil e injusto crescer. Eu não preciso de amparo, quero, mas não posso ter . No terrível mundo de gente grande é cada um por si, o egoismo fala mais alto. A falta de empatia reina e eu tô apenas aprendendo jogar esse jogo.
A dor queima, dilacera o peito e não tem ninguém ali para ajudar, aí de mim se não me virar.
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